Já ouviu falar em John Rockefeller?
Um dos magnatas do petróleo americano, ele ficou conhecido mundialmente como a primeira pessoa a atingir a cifra do bilhão de dólares.
Rockafella (para os íntimos) passou seus últimos 40 anos de vida numa boa, como aposentado e filantropo.

Sua máxima financeira ficou cravada na história pela seguinte frase:
Do you know the only thing in life that gives me pleasure? It’s to see my dividends coming in”.

Ao que tudo indica, essa bela impressão sobre os dividendos é compartilhada por outros ricaços de primeira ordem.

A renda pessoal de Warren Buffett é quase que inteiramente composta por proventos, a proporção chegou a impressionantes 99,76%.
E das 33 principais posições detidas pela Berkshire, 27 exibem um perfil bem característico de dividend payers.

Rockefeller e Buffett aprenderam faz tempo as várias benesses de uma generosa carteira de dividendos.
Para abordar todas essas virtudes, precisaríamos de uma bíblia.
Mas da maior vantagem, podemos e devemos falar agora mesmo. Pois é hora perfeita.

Fique Rico com Dividendos

Graças à resiliência em tempos difíceis, dividendos acabam respondendo pela maior parte dos ganhos derivados de ações.
Mesmo num mercado estável ou decadente, a renda dos bons proventos continua pingando na sua conta, provendo-lhe de liquidez para arcar com os gastos do dia-a-dia e ainda aproveitar as barganhas geradas pelo clima depressivo.

Num uso ainda mais essencial, dividendos conferem graus de liberdade para que o investidor não tenha que vender ativos a fórceps bem no momento em que seu portfólio se encontra profundamente desvalorizado. Com proventos, você fica bem menos sensível à marcação de preços real time, pois responde ao fluxo de mercado também com um fluxo de renda e não com seu estoque de patrimônio (note que os grandes prejuízos em Bolsa decorrem do descasamento entre fluxo e estoque).

Num contexto ideal – embora plenamente alcançável, o entusiasta das vacas leiteiras deve construir seu pinga-pinga de dividendos de modo que ele supere o custo de vida.
Ao ultrapassar esse ponto de equilíbrio, o investidor não tem mais que vender as ações que geram renda, mesmo se o Ibovespa der uma estressada.
Daí em diante, fica muito mais fácil acumular riqueza.

Em suma: você fica rico primeiro não tendo que vender o que lhe torna rico, e depois empilhando os excedentes.
Proventos são determinantes tanto para fixar o alicerce quanto na hora de empilhar, enquanto outras classes de ativos financeiros servem apenas a uma das duas fases – ou mesmo a nenhuma delas.

Pau pra toda obra

Vamos falar sério: para que servem as empresas, principalmente as listadas na Bolsa?
Uai, se elas servirem a um só objetivo, é para gerar caixa aos seus donos.
Do ponto de vista do acionista (que é dono), o que interessa mesmo é o lucro distribuído pelo negócio.

É claro, você tem todo o direito de se apaixonar por ventures nascentes de tecnologia.
As oportunistas de bancos médios, incorporadoras quase quebradas ou perfurações ousadas em busca de petróleo na Namíbia.
Há grandes riscos e grandes retornos potenciais em todas essas histórias de Bolsa.

Mas se você quiser jogar de forma simples e efetiva, com os dois pés no chão e as probabilidades a seu favor, não tem nada melhor que uma boa seleção de pagadoras de dividendos. Toda hora é hora de investir em vacas leiteiras, elas não te deixam refém de um pretenso “timing perfeito”.

Conforme vimos, elas seguram o tranco nas horas difíceis do relacionamento versátil, mas também mandam ver contra as tentações cômodas da renda fixa brasileira.

E sabe por quê?
Pois os dividendos crescem, e crescem, e crescem.
Enquanto a renda fixa tem seus (cada vez mais raros) momentinhos de glória, mas perde fácil nas disputas ao longo dos anos. Mesmo com essa Selic a 11%, perde fácil.

Um exemplo típico desse embate desigual:

Suponha que você invista numa ação que custa R$ 10.
A empresa te paga anualmente um dividendo de 60 centavos por ação ou seja, 6% de rentabilidade direto na veia.
Até aí, você não está nem perdendo nem ganhando da poupança.

Por exercício didático, podemos ignorar as perdas ou ganhos de capital neste argumento.
Se considerarmos a hipótese de simetria para os cenários de baixa ou alta do preço da ação (grosso modo, chances de cair iguais às chances de subir), ficamos neutros em relação a investir nessa empresa ou investir na boa e velha poupança.

Ok, mas aqui entra o grande diferencial em prol das vacas leiteiras: enquanto a poupança é um ativo de payoffs estáticos (sempre pagando a mesma coisa), as cash cows proporcionam payoffs dinâmicos, com dividendos que aumentam ao longo do tempo.

Suponha que, depois de dois anos, essa mesma companhia passe a distribuir 90 centavos por ação seja por fruto de maiores resultados, seja por elevação do payout (porcentagem dos lucros entregue diretamente aos acionistas).
Trata-se de uma suposição perfeitamente crível, a julgar pelo histórico das pagadoras de proventos que acompanhamos.

Nesse contexto prospectivo, embora continuemos ganhando apenas 6% no primeiro ano, já poderemos embolsar 9% no terceiro ano (ou seja, 50% a mais do que a poupança), e provavelmente mais de 10% a partir do quarto ou quinto ano carregando a ação.

A renda fixa dos outros segue paradona, enquanto sua aposta nas vacas leiteiras vai se tornando mais e mais atrativa conforme passa o tempo.

No limite, os grandes ganhadores de dinheiro em Bolsa – como um Luiz Barsi ou Lirio Parisotto com décadas de experiência investindo em ações, deparam-se hoje com um pinga-pinga que rende mais de 1000% ao ano sobre os respectivos preços de compra.

Sim, estamos falando de 1.000% ao ano.
E você também pode chegar lá.
Basta escolher as vacas leiteiras certas e ter a obstinação de carregá-las em carteira por períodos longos de 5, 10 ou 20 anos.
Via: Empiricus


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