A criação autoimagem é muito importante para o ser humano está diretamente ligada à sua autoestima e à aceitação que ela tem de si mesma.

Normalmente, a relação de homens e das mulheres com o corpo é baseada em como se sente sobre o corpo e em quais mensagens que percebe a respeito de si.

Essa formação começa ainda na infância, essa é a fase do aprendizado, quando passamos a entender que ninguém é igual a ninguém e que todos têm sua própria forma de ser.

Pode ocorrer de uma ideia de comparação e inferioridade na mente: se não se vê representada em jornais e revistas e passa a vida não se achando bonita ou adequada por causa da aparência.
Em algumas relações, os motivos para esse comportamento são mais claros.
Em outras, essa influência fica mais subliminar.

Você não aprendeu sobre o seu corpo

É quase que um dever dos pais mostrar para a criança, ainda pequena, que o seu corpo é importante.
Além de cuidarem do bebê com carinho e afeto, o ideal é que eles ajudem a criança a aprender sobre a sua forma e deem estímulos sensoriais para auxiliar na formação da consciência corporal.
É importante que essa criança pratique atividades motoras, experimentando o funcionamento do corpo.

Você sofreu bullying
É um problema ser ridicularizada por causa de seu corpo repetidas vezes e nada ser feito a respeito.
Crianças podem ser maldosas, e a realidade do bullying é muito presente nas escolas.

A questão, porém, é que o ambiente familiar precisa promover uma reversão dos efeitos dos apelidos pejorativos ou xingamentos que ouve na escola por conta da sua aparência (se é chamada de ‘baleia’ ou ‘palito’, por exemplo).
Se essa reversão não é feita, o que a menina ou menino vai entender é que, de fato, o seu corpo é ‘errado’ e que ela mesma precisa tentar consertá-lo.

Você fazia tudo para se esconder

Parece óbvio um adolescente ter vergonha de si mesmo e das mudanças pelas quais o seu corpo passa.
Mas esse pode ser um sintoma muito claro de que se sente mal consigo mesma.
Essa necessidade de se esconder, evitar ir a encontros sociais (como festas), optar pelo isolamento e não encontrar uma roupa que a deixe satisfeita são alertas de que a relação com o corpo não vai bem.
É a tal inadequação comentada nos parágrafos acima, que pode muito bem ser confundida com o mau humor típico dos adolescentes.

Você era criticada pelos seus hábitos alimentares

Mesmo que tenha a melhor das intenções, um comentário sobre a alimentação pode ser entendido como uma crítica e essa crítica é absorvida como uma sensação de que está errada de alguma maneira.
Pode ser que, quando você era menor, ouviu muito que estava comendo mais do que o necessário, recebeu ‘olhares tortos’ na hora de comer ou então que não poderia comer mais um pedaço de bolo porque ‘está ficando gordinha’.
Tudo isso colaborou para uma visão distorcida da imagem.

Você era comparada com outros

A situação pode ser semelhante à anterior: vez ou outra, tudo o que a mãe pensa é que a filha ou filho poderia ser um pouco mais como a amiguinha ou amiguinho, que não é fresca para comer e faz esportes.
Mas essa comparação, além de alimentar um sentimento de rivalidade com outras meninas, faz a criança entender que o seu corpo não está do jeito que deveria ser, que ela não agrada aos pais e que existe alguém melhor do que ela.

A reversão é um ato de olhar para dentro

Mudar essa visão depois de adulto é um processo profundo: precisa começar a olhar para dentro e não para fora.

Aceitar o próprio corpo é um exercício diário, e o entendimento principal é que você não precisa usar uma super linda para se sentir bem com o seu corpo; o movimento é o contrário.

Quando você se sente bem com o seu próprio corpo e sabe o que faz você se sentir confortável, você sabe exatamente qual roupa que vai potencializar esse sentimento e escolhe o modelo perfeito de acordo com isso.

A moda, como um todo, se torna uma ferramenta para você demonstrar quem você é e não para definir a sua personalidade.

Enquanto nos compararmos com o outro (seja uma colega, uma celebridade ou certo padrão de beleza), nunca seremos felizes.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade em que não existe lugar para muitas diferenças.
Paga-se qualquer preço para se encaixar em um padrão de beleza, seja submetendo-se a cirurgias plásticas ou tratamentos estéticos.
É por isso que aceitar nossa individualidade é tão importante.

A partir do momento que você aprende sobre o seu corpo e a aceitar as suas formas como são, essas imposições da mídia perdem a força.

Ao invés de acreditar que você precisa de uma cintura mais fina para ser bonita, você percebe que a sua cintura faz você se sentir feliz como é e você não precisa mudar o seu corpo para alcançar essa felicidade.

Em resumo tudo é muito simples!
Olhar com carinho para o seu corpo, o principal é sempre incentivar/praticar olhar para si mesma com olhos mais gentis.