Hipertensão – Pressão alta – Pressão arterial

A hipertensão configura-se como a dificuldade de o sangue passar pelos vasos do organismo, provocada pelo enrijecimento das paredes arteriais.
O mecanismo tem as causas mais diversas, como consumo excessivo de sal, sobrepeso, fatores genéticos e o envelhecimento em si.

A pressão alta está na gênese da maioria dos problemas cardiovasculares – cinco em cada dez infartos são atribuídos à doença.
Seis em dez derrames também podem ser atribuídos à hipertensão.

120 x 80, ou 12 por 8, como costumamos ouvir dos médicos.
É medida dada em milímetros de mercúrio.
O primeiro número (pressão sistólica) anuncia a pressão com que o sangue é bombeado do coração para o resto do corpo.
O segundo número (pressão diastólica) indica a pressão no caminho inverso.

O 120 x 80 foi anunciado recentemente pelos prestigiosos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) como a taxa ideal, e a partir de agora irrecorrível, da pressão arterial adequada ao bom funcionamento do organismo.

O 120 x 80 é um número mágico, o santo graal tão buscado.
Até agora, a maioria dos médicos lidava com uma margem de diferença maior – taxas de até 140 x 90 eram perfeitamente aceitáveis.
Não mais.
A manutenção da pressão a 120 x 80, e não a 140 x 90, pode reduzir em 30% a incidência de infartos e derrames e em 25% o risco de morte em razão dessas doenças.

O novo padrão definitivo de normalidade foi alcançado depois de seis anos de avaliações médicas que envolveram um pelotão de 9 300 homens e mulheres com mais de 50 anos nos Estados Unidos e Porto Rico.
O estudo dividiu os voluntários em dois grupos, ambos com pressão arterial acima de 140 x 90.
Um deles foi tratado com medicamentos, de forma a baixar os índices para 120 x 80 ou menos.
O outro deveria reduzi-los para 140 x 90. Em ambos, mediu-se a incidência de problemas associados à hipertensão, como infarto, derrame e doenças renais.
As conclusões do levantamento eram aguardadas para 2017.
A certeza dos pesquisadores antecipou a divulgação dos principais resultados.

As pessoas com mais de 75 anos, faixa de idade de um quarto dos participantes da pesquisa americana, saem com uma boa notícia: poderão manter as taxas como as preconizadas atualmente, em torno de 140 x 90.
Quando se reduz drasticamente a pressão, diminui-se também a força no bombeamento de sangue para as coronárias, os vasos que irrigam o coração.
Em organismos vigorosos, a queda no aporte sanguíneo não causa problemas.
Em corpos naturalmente fragilizados pelo passar dos anos, pode deflagrar uma isquemia, condição na qual o sangue não consegue chegar em quantidades corretas ao coração.
Para o restante da população, insista-se, é até 120 x 80.

A recomendação de índices mais reduzidos levará, naturalmente, a uma nova postura no tratamento da hipertensão.
Hoje, 30% da população mundial sofre de pressão alta – entre os idosos, a incidência chega a ser de 50%.
Com o novo parâmetro, metade da população adulta será classificada como hipertensa.
Entre os mais velhos, 70%.
Os médicos costumam receitar medicamentos para os doentes cuja pressão arterial é igual ou superior a 150 x 90, além de recomendar o controle alimentar e a prática de exercícios físicos.
Para atingir a meta dos atuais 140 x 90, são necessários, em média, de um a dois tipos de remédio anti-hipertensivo.
Estima-se que sejam necessários de dois a três medicamentos para chegar ao patamar desejado de 120 x 80.

A hipertensão configura-se como a dificuldade de o sangue passar pelos vasos do organismo, provocada pelo enrijecimento das paredes arteriais.
O mecanismo tem as causas mais diversas, como consumo excessivo de sal, sobrepeso, fatores genéticos e o envelhecimento em si.
A pressão alta está na gênese da maioria dos problemas cardiovasculares – cinco em cada dez infartos são atribuídos à doença.
Seis em dez derrames também podem ser atribuídos à hipertensão.

Durante muito tempo (e não faz tanto tempo assim), acreditou-se que, quanto mais alta fosse a pressão, mais facilmente o sangue correria pelas artérias endurecidas no processo de envelhecimento.
A medicina só começou a investigar a hipertensão como doença nos anos 50, a partir do momento em que as companhias de seguro dos Estados Unidos notaram que a incidência do distúrbio era alta no rol dos clientes mortos.
De lá para cá, a medicina avançou muito nos conhecimentos sobre a doença e nas formas de controlá-la e preveni-la.
A consagração dos 120 x 80 é um ponto seminal nessa rica história.
Via: Veja/Saúde
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