Réptil com 150 milhões de anos

Cientistas argentinos informam “descoberta surpreendente” e achado “extraordinário

Cientistas argentinos encontraram restos de um réptil carnívoro marinho que estimam tenha vivido há 150 milhões de anos na Antártida, onde nunca tinham sido encontrados vestígios de vida tão antigos.

Ao caminhar pelo sítio arqueológico encontra-se uma grande diversidade de peixes, amonites (moluscos já extintos), alguns bivalves, mas não esperávamos encontrar um plesiossauro de tal antiguidade“, disse Soledad Cavalli, paleontóloga do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina) e especialista no período Jurássico (entre 200 e 145 milhões de anos atrás).

Segundo a cientista trata-se de um achado “extraordinário”, até porque no local onde foi encontrado não havia um depósito de rochas que permitisse a boa conservação dos ossos, como as vértebras do réptil.

Réptil com 150 milhões de anos
Réptil com 150 milhões de anos
Réptil com 150 milhões de anos


Os cientistas estimam que o réptil pudesse chegar aos 12 metros, com um pescoço longo e com quatro barbatanas.

A zona de investigação situa-se a duas horas de helicóptero da Base Cientifica de Marambio, na Antártida.

Estes depósitos ricos e únicos em vertebrados do Jurássico marinho pertencem à época em que a Antártica fazia parte do continente Gondwana e estava junto com Austrália, Nova Zelândia, Índia, Madagascar, África e América do Sul.

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